
Sem sentimentalismo.
Sem força do poder.
Na escada encontrei as chaves das suas emoções.
Quando arrombei teu peito
Não a tinha percebido entre o tapete,
e então, dominei seu tempo e seu espaço.
Tornando o seu peito o meu lar.
Um dia...
Veio o fogo do desespero!
Jogou-me em chamas para longe do meu lar.
Nada mais sobra...
Depois daquelas labaredas...
A tempestade...
Nada mais sobra da minha majestade.
Nunca encontrei a porta principal do seu mundo.
Somente a porta de serviço.
Mobiliei todo o seu ser.
um cachorro, uma cama, um cachorro...
Tudo em seu pleno estado.
Pena que tudo esteja acabado.
Hoje,
olho as estrelas despedaçadas do abajur.
As fotos derretidas por quele sol ensolarado.
De madrugada , ainda ouço o grito do plástico,
retorcendo-se de dor.
Mas o que farei?
Para que sua boca se feche?
Que seu coração se cure das chamas?
Eu não tenho o poder de cura!
Eu não!...
By Angela Xavier.
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